Assisti ontem um filme japonês: Yôkai Hyakumonogatari (1968), baseado em algum escrito folclórico do país dos animes.
Para entreter os convidados de um jantar, um ricaço local resolve fazer uma "macvmbinha recreativa", nada demais puro entretenimento. O anfitrião era um sujeito cético e não acreditava nessas coisas, então não fez o negócio direito, negligenciando o final do ritual que consistiria em um pequeno exorcismo. No fim os yokais/capetas voltam para assombrá-lo
O sujeito era uma versão nipônica dos coronéis da velha república brasileira, um ricaço com conexões políticas, estava ele envolvido numa rixa com os moradores locais para destruir um templo e construir em seu lugar um bordel para agradar um outro sujeito, que por sua vez era amigo de um outro sujeito (politicagens do Japão feudal, coisa que não existe no Brasil, não é mesmo?). Mas os capetas não vieram porque eles eram maus, mas sim porque os convocaram no ritual e não executaram o rito de exorcismo que serviria para expulsá-los. No fim os capetas deixam essa turma toda louca da cabeça e eles acabam matando uns aos outros.
Embora seja uma obra nipônica pagã, faço questão de tentar interpretá-la desde uma perspectiva cristã. Os capetas não estavam nem aí para a injustiça praticada por aqueles homens, mas acabou que foram usados pela Providência para puni-los. Cutucar os diabos, ainda que por mero entretenimento e sem acreditar neles, costuma causar problemas; acerca disso, encerro com uma pequena notícia que li na Revista Catolicismo:



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